• Leonardo Amaro

Psicopata Americano: Um filme insano-cult

Fala galera, tudo certo? Escrevemos lá por fevereiro, uma lista com alguns Filmes Insanos (sobre pessoas insanas, para ser mais específico). Essa lista tinha filmes como Um Estranho no Ninho e Clube da Luta – dois clássicos quando o assunto são psicopatas. De toda forma, faltou falar de um deles em especial – que inclusive era o thumbnail do artigo na home de nosso site.


O filme em questão é Psicopata Americano – tradução de American Psycho. Você pode nunca ter ouvido falar sobre o filme. Mas com certeza já viu a imagem que ilustra este artigo em vários memes na internet. Isso se deu, sobretudo, porque o filme adquiriu um status de cult. Não é e nunca foi um filme de massas, um filme blockbuster – como os diversos filmes Vingadores do momento.

A estrela do filme é Patrick Bateman (Christian Bale, da trilogia Batman/Dark Knight). Rico, esnobe, bonito, com o corpo malhado, Bateman apareceu pela primeira vez ao mundo em romance homônimo (de onde o filme foi baseado), escritor por Bret Easton Ellis no final da década de 1980.

Antes de ir ao filme, feita essa contextualização inicial, que tal se entendêssemos o título do filme? Bom, é certo que Bateman, o personagem título, é um psicopata. Mas por quê… Americano? Não, isso não vem do simples fato dele ter nascido nos Estados Unidos. A película, lançada em 2000, remonta aos valores culturais em voga nos Estados Unidos da década de 1980.


A nação estava se recuperando das duas crises do petróleo – 1973 e 1978 – e estava com uma prosperidade – embasada no liberalismo da Administração Reagan – nunca antes vista. Surgiu, então, um novo tipo social, o Yuppie. A definição deste era antagônica ao Hippie, da geração anterior. O Yuppie nada mais era do que o jovem trabalhador urbano – mormente ligado ao mercado financeiro – e formado em uma das universidades da Ivy League (elite da educação americana, composta por universidades como Harvard, Columbia, Yale e etc).

Bateman é um Yuppie. E pior: ele nem merece estar ali, é apenas filho de um dos diretores da corretora (Mergers and Aquisitions – tradução: Fusões e Aquisições –torna-se Murders and Executions – tradução: Assassinatos e Execuções – em um dos delírios de Bateman). Patrick não faz absolutamente nada o dia todo: apenas vê TV, faz desenhos em sua agenda. O filme se passa nos anos 80; mas se fosse nos dias atuais, com certeza Bateman passaria a tarde toda jogando poker na internet.

O ponto do filme é justamente esse. Bateman não aparenta ser um psicopata. Ele aparenta ser um homem médio, um americano qualquer. A noite ele chama prostitutas para sua casa e, após realizar sexo com elas – com direito a espelhos no quarto e câmeras filmando – ao som de clássicos dos anos 80, como Sussudio de Phil Collins, ele as assassina de moto cruel, de modo insano. A mensagem do filme acaba por justamente essa: qualquer um pode ser um psicopata, haja vista que é impossível julgar um livro pela capa. Qualquer um pode ser maluco, ou coisas do gênero. E no final do filme (SPOILER, SE NUNCA VIU O FILME, NÃO LEIA!) nós sequer temos certeza que Bateman era um deles.

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