• Leonardo Amaro

O Violento e Brutal Universo de Warhammer 40,000

Warhammer 40,000: Space Marines é um jogo produzido pela Relic Entertainment e distribuído pela THQ (a mesma de Homefront), que tem os direitos de produção dos jogos da marca Warhammer. A Relic também é responsável pelos excelentes jogos de estratégia Warhammer 40.000: Dawn of War e Dawn of War II.


Jogo de ação em terceira pessoa, o jogador controla o personagem Titus, um Fuzileiro Espacial (Space Marine) dos Ultramarines. Titus é o Capitão que lidera a empreitada ao lado do Sargento Sidonus e do recruta Leandros. A missão deles é livrar Graia da invasão de Orks, que está destruindo todo o planeta.

O jogador poderá contar com armas brancas como a espada motosserra, o machado e o martelo de guerra (o warhammer) ou poderá acerta a distância com metralhadoras, rifle de longo alcance ou a arma de plasma. Os inimigos sempre surgem em hordas, tendo que o jogador coordenar bem seus ataques para não morrer com a enormidade de adversários simultâneos. O cenário é composto por áreas, edifícios e monumentos em ruínas. Apesar de parecer frenético, em alguns momentos o jogador precisa apenas andar entre alguns cenários – talvez para permitir que o jogador descanse entre os combates.

Durante a ação, vemos como toda a arquitetura do planeta é imensa, gigantesca, e combina exatamente com o que imaginamos ao entender o universo de Warhammer 40,000. A própria época onde nos encontramos é um número imenso: estamos no 41º milênio da história da humanidade (D.C.). No jogo, não é especificado o século. Encontramos também personagens como os soldados da Guarda Imperial, força militar fundamental do Império do Homem, e um Inquisidor, Drogan, que será a peça chave da história.

Mas o que é um Space Marine? Império do Homem? Orks do espaço? Ano 40.000???

Bom, para começar, devemos distinguir os universos de Warhammer Fantasy e Warhammer 40,000. Ambos são RPGs (ou Roleplayng Game) de mesa onde o jogador não controla um personagem específico, mas sim um exército inteiro. Melhor dizendo, são jogos de tabuleiro, de estratégia de guerra (wargame), onde controlamos unidades militares, com regras semelhantes aos de RPG. Porém, em Fantasy, o mundo é medieval fantástico. Em 40K (ou 40.000), o cenário é fantasia e ficção científica futurista. Ambos foram criados na década de 1980.

Em Warhammer 40K, estamos numa galáxia extremamente caótica e a vida rotineira é permeada de guerras, genocídios, massacres e extrema violência. A humanidade se espalhou por diversos planetas, sistemas solares e quadrantes, portanto há bilhões e bilhões de seres humanos vivendo pela galáxia. E todos vivem sob a égide do Império do Homem ou apenas Imperium, que está em constante batalhas para expandir e para sobreviver.

O Imperium foi fundado pelo misterioso e sagrado Imperador, que permanece num estado de hibernação no Trono Dourado da Terra. Todavia, há dez milênios, o Imperador foi um grande herói com enormes poderes psíquicos que lutou contra as demoníacas Forças dos Caos. Durante sua luta contra o elas, criou os Space Marines e escolheu os seus primeiros Primarcas. Lutou contra a traição da Heresia de Hórus e, após sua vitória, hibernou para não perecer.


O Divino Imperador ante as Forças do Caos


Embora em estado de hibernação, a mente do Imperador funciona como um guia dentro do Warp (área dimensional capaz de dobrar o espaço normal e que pode ser comparada ao Inferno), criando um tipo de “farol”, chamado de Astronomican. Graças a isto a humanidade pôde viajar pelo espaço através das dobras espaciais do Warp e evitar se perder com suas naves ou de ser destruída pelos seres do Caos, que vivem e reinam em tal dimensão. Assim aconteceu no trigésimo milênio.


Cruzador Imperial no Warp


Para consolidar o poder do Império do Homem através da galáxia, os Altos Lordes da Terra, a elite governamental da humanidade, decidiram que o Imperador deveria ser reverenciado como um Deus e assim a humanidade estaria não somente unida politicamente mas também religiosamente. Todos deveriam devotar sua vida a honrar o Sagrado Imperador do Trono Dourado da Terra. Do contrário, os infiéis seriam destruídos brutalmente pelas forças imperiais, incluindo destruir todo um planeta se sua população fosse considerada “além da salvação”.

Todavia, apesar da unificação dos diversos planetas, o governo teve que lidar com rebeldes (mais conhecidos como Hereges), o que ocasionou diversas guerras de extermínio. Enquanto isso, precisava lidar com as forças expansionistas dos alienígenas, como os brutais Orks, os arrogantes Eldars, os profanos Dark Eldars, os horrendos Tyranids, os misteriosos Necrons e o Império Tau. Mas, como se não bastasse, há ainda as Forças do Caos, o maior inimigo do Império do Homem e do Imperador, seres feitos de energia diabólica . Tais são seres demoníacos residem no Warp e de tempos em tempos invadem nosso universo se materializando ou invadindo as mentes daqueles que possuem poderes psíquicos de mente fraca.


Orks


A galáxia ainda é um perigo para o homem e apesar de o Império contar com inúmeros planetas, cada um fazendo sua função – no jogo Spaces Marines , o planeta Graia é um Forge World, ou seja, serve somente como fábrica de máquinas bélicas e desenvolvimento de armas de destruição em massa –, e com a enorme Guarda Imperial, o Império do Homem teria caído há tempos sem a ajuda dos Space Marines, oficialmente chamados de Adeptus Astartes. Estes são homens geneticamente modificados, supersoldados com força de dezenas de homens. Eles algumas vezes são vistos como heróis e outras vezes como anjos da morte enviados do próprio Imperador, e nada consegue ficar em seu caminho. Com poder insuperável,  uma centena desses tanques humanos pode acabar rapidamente com uma rebelião num planeta inteiro.

Em cada canto da galáxia existe um Capítulo (ou Seção) de Space Marines. Esses Capítulos, independentes entre si, são os: Dark Angels, White Scars, Space Wolves, Imperial Fists, Blood Angels, Iron Hands, Salamanders, Flesh Teares, Crimson Fists, Silver Skulls, Black Templars,  e, finalmente, os Ultramarines. E cada Capítulo é chefiado por um Primarca, que muitas vezes recebe a função de liderar os Space Marines e governar o planeta que lhes serve de base.

Então, paramos um pouco e pensamos: se o Império é tão grandioso e conta com a força dos Space Marines, porque quando Capitão Titus dos Ultramarines chega em Graia no começo do jogo, o planeta já está quase todo tomado pelos Orks? Onde está a eficiência do Imperium? A resposta está na pergunta. O Império é tão vasto que é quase impossível de responder um chamado de socorro no mesmo momento em que ele é feito. O sinal de socorro pode demorar dias, meses e até anos para chegar numa base militar. E as viagens pelo Warp ainda são muito inseguras e pode ocorrer perda de naves durante a dobra espacial. E ninguém ousa dizer que o Império está decadente e vasto demais para ser administrado por um poder central, pois tal seria uma heresia e seria punido pela Inquisição, órgão de confiança dos Altos Lordes da Terra que busca encontrar eliminar qualquer tipo de heresia, não importando os meios – até usar os Space Marines para esse intento.

Percebe-se que Warhammer 40,000 teve inspirações na obra A Fundação, de Isaac Asimov, e na própria História, pois o Império do Homem e sua cultura é muito inspirada no Império Romano (por exemplo, “Titus” era um nome comum na Antiga Roma). O Warp, que mais parece um inferno do que simplesmente uma dimensão que serve de travessia, parece ter sido baseado em muitos filmes de terror. E os Space Marines lembram muito os brucutus” dos filmes das décadas de 1980 e 1990 com Chuck Norris (Braddock), Sylvester Stallone (Rambo), Arnold Schwarzenegger (Predador). Apesar de falar polidamente, Capitão Titus dos Ultramarines é um “brucutu” ao nível de Marcus Phoenix (Gears of War) ou até mais.

Há muito mais a ser dito sobre o Warhammer 40K, pois o Império do Homem é algo complexo, hierarquizado e burocrático em níveis colossais. Mas acho que é o suficiente para vocês entenderem porque gostei tanto do jogo Warhammer 40,000: Space Marines. Já completei o jogo e no momento estou jogando o jogo de estratégia de guerra Warhammer 40.000: Dawn of War, comprado num pacote do Steam durante as promoções de férias. Apesar de ter sido lançado em 2006, é muito divertido (até mais do que o primeiro Starcraft…ops, falei!). Existe também o jogo Warhammer 40,000: Kill Team, que ainda vou conferir na PSN.

A franquia de jogos de RPG e de tabuleiro de Warhammer 40,000 já recebeu jogos de PC e consoles, já foi para os quadrinhos (edições Inferno! e Warhammer Monthly) através da sua proprietária Games Workshop/Black Library e, em 2010, recebeu o longa-metragem feito em CGI chamado Ultramarines: A Warhammer 40,000 Movie, cujos protagonistas formam um esquadrão de Ultramarines que busca  salvar os últimos sobreviventes de Imperial Fists de uma invasão das Forças dos Caos.


Recentemente encontrei o site The Lord Inquisitor, onde é revelado um teaser de uma animação em CGI sendo produzida não oficialmente, ou seja, apenas por fãs. Ainda não se sabe se realmente será concluído, mas o vídeo mostra um trabalho fantástico que qualquer um gostaria de ver. Confira abaixo:

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Por fim, a THQ estava desenvolvendo um MMO da franquia intitulado Dark Millenium. Porém, a empresa hoje está quase a beira da falência. Por isso, decidiu transformar Dark Millenium em um jogo comum, com modos singleplayer e multiplayer, com certeza para lançar o mais breve possível (previsto para 2013). Esperemos então mais um pouco para adentrar novamente neste fantástico, violento e brutal futuro da humanidade.

[ATUALIZADO: 08/08/2012]

Durante minhas pesquisas, acabei encontrando um podcast muito bom sobre Warhammer 40,000. Dividido em três partes, o podcast do Escudo do Mestre fala de tudo um pouco, desde o que é o “Império do Homem” até as raças alienígenas que existem no universo da franquia, voltado principalmente ao público RPGista.

Eis aqui os links para o podcast do Escudo do Mestre (infelizmente, a velocidade do download é bem baixa):

Warhammer 40,000 (Parte 1)

Warhammer 40,000 (Parte 2)

Warhammer 40,000 (Parte 3)

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