• Leonardo Amaro

Análise: Homefront

Homefront é um jogo da THQ e da falida Kaos Studios. É um First Person Shooter (FPS ou “jogo de tiro em primeira pessoa”) ambientado em 2026, quando a Coreia do Norte invade os EUA e derrota as forças armadas estadunidenses. A história se baseia na obra de John Millius chamada Red Dawn, um filme de 1984.


 O jogador se torna membro da Resistência estadunidense e luta contra as forças norte-coreanas  aplicando táticas de guerrilha. Durante o jogo, vemos subúrbios devastados, áreas destruídas que deram lugar a instalações inimigas e campos de concentração.



Homefront se destaca por alguns momentos muito interessantes, como o tanque controlado a distância que ajuda muito mas em poucos momentos no desenrolar da história, e quando o jogador pode pilotar um helicóptero – não é um simulador, portanto é bem fácil controlá-lo. Mas, de resto, é um jogo bem mediano.

Embora a THQ tenha tentado disputar o mercado de “jogos de tiro ambientados em guerra” contra a Activision (Call of Duty) e Eletronic Arts (Battlefield), falhou miseravelmente com Homefront. Os gráficos do jogo estão bem aquém em comparação aos seus concorrentes, às vezes dificultando enxergar alvos a distância e com cenários visualmente pobres. Os controles são idênticos aos de CoD e BF, então não há muita reclamação sobre a jogabilidade.

Os momentos em que deveria haver uma carga emocional – já que o jogador estadunidense, o público-alvo de  Homefront, estaria vendo seu próprio país sendo devastado por um exército inimigo – não são explorados, limitando-se tão somente a mostrar, durante as telas de carregamento, artes conceituais e um texto que deveria deixar o jogador revoltado contra os inimigos, mas falha. Algumas vezes, durante o carregamento, uma voz da rádio clandestina Voice of Freedom narra acontecimentos passados ou uma pequena história sobre a invasão. Recordo que há um momento durante a ação em que vemos algo como o holocausto contras os cidadãos estadunidenses, mas é bem passageiro.


Como você acompanha um grupo de quatro de pessoas que sobreviveram a um grande ataque contra a Resistência, deveria haver algum elo entre eles, mas o jogador mal os percebe durante a ação ou nos momentos em que conversam, exceto o líder chamado Connor, que a todo momento dá ordens berrando durante tiroteios.

Se o jogo tivesse sido lançado entre os anos de 2008 e 2009, provavelmente faria algum sucesso, pois os  jogos desta geração não haviam chegado a um patamar como estão atualmente, graficamente falando. Compará-lo a Call of Duty Modern Warfare e Battlefield 3 é muito difícil.

O jogo recebeu nota 70/100 no Metacritic e vendeu 2,6 milhões de cópias, algo muito bom para um jogo. Porém, o que o fez vender foi o marketing sobre o nome de John Millius e seu filme Red Dawn e a chance do jogador norte-americano controlar um personagem num cenário como os EUA invadido.

Não foi possível testar o multiplayer muito bem, pois os servidores estão quase vazios e foi difícil achar uma partida disponível.

O final do jogo é daquele tipo que não resolve nada para que seja possível haver uma sequência. Felizmente, Homefront 2 (adoro sequências de jogos!) será uma produção da THQ com a famigerada Crytek, a mesma criadora de Far CryCrysis, excelentes jogos de FPS.

A Kaos Studios, então uma desenvolvedora nas mãos da publisher THQ, foi fechada pela própria devido aos custos de mantê-la, problemas de administração, abertura de um estúdio no Canadá, e às vendas  abaixo do esperado de Homefront – apesar de 2,6 milhões de cópias ser uma quantidade muito superior a muitos jogos lançados na mesma época.


Portanto, se você está querendo jogar um bom FPS de guerra, não compre este jogo. Há muito melhores no  mercado e, se você gosta do modo multiplayer, recomendo Battlefield 3 ou Call of Duty Black Ops, cujos servidores estão sempre cheios de jogadores.

E, finalizando, futuramente publicarei um artigo sobre os problemas que Kaos Studios passou. Acho muito interessante saber quais as dificuldades de uma empresa de jogos pode passar. E os problemas da Kaos foi emblemática, gerando notícias sobre reclamações de funcionários, problemas de gerenciamento e demissões inesperadas.

Espero que gostem deste artigo, apesar de ser simples e feito por um jogador comum e não um jornalista especialista em games. Melhorar sempre!

#THQ #JohnMillius #FPS #CryTek #RedDawn #2026 #Jogos #Homefront #Games #AmanhacerViolento #KaosStudios

Siga-nos nas redes sociais

  • Facebook - Aerolitos
  • Twitter - Aerolitos
  • LinkedIn - Aerolitos
  • YouTube - Aerolitos
  • Instagram - Aerolitos

©2020 - Aerolitos