• Leonardo Amaro

Análise: Assassin´s Creed Revelations



O quarto episódio da série de maior sucesso dos estúdios da Ubisoft chega para concluir o arco da história de Ezio Auditore, iniciada com o jogo Assassins´s Creed II.


Altair Ibn-La´Ahad


Quanto à história do jogo, AC Revelations realmente é cheio de revelações, muito mais sobre Altaïr Ibn-La´Ahad – personagem do primeiro jogo – do que o próprio Ezio.

Buscando os segredos de Altaïr e da Maçã do Éden, Ezio se encontra com os Assassinos da histórica cidade Constantinopla. Como nos jogos anteriores, fatos e personagens históricos aparecem, como Solimão, na época apenas um príncipe de Constantinopla.

Os segredos revelados são acerca dos acontecimentos posteriores ao primeiro jogo: o destino de Altaïr, a queda e ressurgimento da Ordem dos Assassinos em sua época e o destino da Maçã do Éden.



Desmond Miles


Sobre Desmond Miles, aquele personagem “secundário” da história principal – que era para ser o personagem principal de toda a série, mas fica apagado ao lado de personagens como Ezio -, existe uma parte do jogo onde você pode controlá-lo. Essa parte é o sistema interno do computador Animus. Durante suas idas e vindas por este lugar, a sua história com relação à Ordem dos Assassinos vai se desvelando. Eu digo que é muito interessante e recomendo que você pare o jogo de vez quando para entrar e vasculhar o Animus, do contrário você terminará o jogo sem os segredos de Desmond.

Se me perguntarem se seria melhor jogar o primeiro AC antes de jogar Revelations para entender a história, eu digo que é melhor pesquisar na internet os acontecimentos do primeiro jogo – principalmente para entender que Desmond Miles é descendente de Altaïr e de Ezio – , pois não recomendo jogá-lo. É um jogo que tentou ser inovador em vários aspectos, como o sistema de escalamento de paredes, o salto da águia, a possibilidade de se misturar com a multidão para não ser encontrado, mas falha em relação à mecânica repetitiva e às locações também repetitivas – toda cidade que você visita durante o progresso do jogo é extremamente semelhante às outras em arquitetura e povoado. O primeiro jogo cansa com o tempo, e muito! Não consegui chegar ao seu final, pois desisti depois de ficar enfadado de ver o mesmo cenário várias e várias vezes…


Jovem Ezio Auditore


Agora, se quiser saber mais sobre o personagem principal, Ezio Auditore, eu recomendo que joguem, sim, Assassins´s Creed II e Assassins´s Creed Brotherhood. Aquele porque é quando tudo começou com Ezio Auditore, como ele, filho de um banqueiro em Florença (Itália), se tornou um membro da Ordem dos Assassinos, qual era ligação da Ordem com sua família e como os Templários (inimigos mortais dos Assassinos) entraram em sua vida. E o último porque conclui a primeira trama e inclui o sistema Brotherhood, no qual Ezio, agora um Mestre da Ordem, pode iniciar novos membros, convocá-los para ajudá-lo e enviá-los em missões pela Itália contra os Templários.

Quanto à jogabilidade, uma grande reclamação entre os jogadores era facilidade das lutas dos jogos anteriores. Nos primeiros jogos, os inimigos atacavam lentamente, o que sempre permitia um contra-ataque de forma fácil. Neste, a dificuldade foi aumentada. Agora, os inimigos atacam aleatoriamente ou de uma vez e, dependendo do tipo de inimigo, não morrem apenas com um contra-ataque. Não é tão fácil acertar os golpes e os contra-ataques do jogador podem ser defendidos pelos inimigos. Mas quando você acerta e o inimigo morre, uma excelente animação do golpe ocorre para cada tipo de arma.

Quanto aos saltos entre os edifícios, o jogo está mais difícil. Não é como em AC II e AC Brotherhood que bastava pular para você conseguir cair em qualquer lugar seguro. Agora sempre é necessário tomar cuidado onde Ezio irá cair para que ele não erre e despenque direto no chão e perca energia. Isso é excelente, pois condiz com a capacidade física do personagem, agora que conta com aproximadamente cinquenta anos de idade. É perceptível que ele parece carregar o mundo nas costas quando caminha pelas ruas de Constantinopla.

O multiplayer é muito semelhante ao dos jogos anteriores. Os jogadores devem caçar um a outro, e devem se misturar numa pequena área para conseguir alcançar e eliminar o seu alvo, que é escolhido pelo jogo. Apesar de não gostar de multiplayer (ou seja, não gosto de MMOGs), achei divertido no modo “contra todos”. Recomendo que joguem ao menos algumas partidas!


Ezio e Altaïr


A versão Signature Edition possui o Assassins´s Creed original embutido, podendo instalar no disco rígido do console para jogar, o que é muito bem-vindo tendo em vista a ligação da história entre os dois jogos.

As legendas em português estão muito boas. Não recordo de ter visto algum erro de gramática ou de ortografia. Um grande avanço em relação ao primeiro jogo, que não possuía nem ao menos legendas em inglês, o que dificultava o entendimento da história (pois é, não sou fluente em inglês).

Deve-se destacar que a série Assassins´s Creed é o principal carro-chefe da francesa Ubisoft, que deu muito destaque na E3 de 2012 ao novíssimo Assassins´s Creed 3, onde veremos um Assassino descendente de indígenas na época da Guerra Civil Americana, além de Assassins´s Creed 3: Liberation para PS Vita, um spin-off que permitirá o controle de um outro personagem, dessa vez uma Assassina (sim, uma mulher protagonista).

Então, se for jogar, depois conta aqui o que você achou, se você concorda comigo ou, melhor ainda, discorda de mim. É sempre importante ter um outro ponto de vista, apesar de eu saber que minha opinião é sempre suprema (faz de conta, vai).


Ezio Auditore em Revelations


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